Quando a arte tira o sujeito da delinquência

Na foto, François Truffaut é o da direita. Ele está atuando e dirigindo Leaud e Bisset numa cena de A Noite Americana, belo tributo ao seu ofício.

Se estivesse vivo, Truffaut teria completado 90 anos no último domingo, seis de fevereiro. Ele morreu de câncer no cérebro em 1984. Tinha somente 52 anos, um monte de filmes realizados e um nome na história do cinema do século XX.

A arte pode tirar as pessoas da delinquência. O cinema tirou François Truffaut da delinquência juvenil. Os furtos levaram o futuro cineasta ao reformatório – história contada em seu filme de estreia, Os Incompreendidos, de 1959.

Truffaut teve um grande guia intelectual, Andre Bazin. Graças a Bazin, dedicou-se à leitura, teve emprego e começou a fazer crítica de cinema. Era polêmico, sabia provocar. O livro Os Filmes da Minha Vida compila seus textos. É precioso para cinéfilos.

Truffaut e Jean-Luc Godard brilharam nas páginas da publicação Cahiers du Cinema. Truffaut e Godard migraram com êxito da crítica para a realização de filmes. Os dois lideraram a Nouvelle Vague, movimento que refundou o cinema no início dos anos 1960.

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