É certo que a pandemia da Covid-19 alterou substancialmente a vida de quem foi acometido pela doença. Para compreender os sentimentos e percepções vivenciados por pessoas dependentes do SUS que tiveram o novo coronavírus, e as sequelas durante o adoecimento e após a cura, um estudo feito por uma enfermeira com pacientes da cidade de Guarabira (PB).
Joclécia Kauanne fez o estudo como TCC de Enfermagem do Unipê no primeiro semestre de 2021. Intitulado “Sentimentos e Percepções de Usuários SUS Dependentes Curados da Covid-19”, essa pesquisa qualitativa foi feita por entrevistas remotas agendadas previamente por redes sociais, tendo a participação de 20 pacientes diagnosticados e curados há pelo menos um mês, com mais de 18 anos de idade, assistidos pelo SUS e que desejassem participar.
Método e resultados
A hoje enfermeira utilizou o método “bola de neve” para a pesquisa: não utiliza cálculo amostral, mas amostra por conveniência – as pessoas selecionadas se encaixam nos critérios da pesquisa e vão indicando outras, sucessivamente, daí o nome. Os entrevistados tinham entre 20 e 63 anos: 17 (85%) pessoas do sexo feminino e três (15%) do masculino.
“As pessoas do sexo feminino entrevistadas têm nível superior incompleto e estado civil solteira. Foram identificados sentimentos prejudiciais à saúde mental mediante o processo de adoecimento e cura por Covid-19: medo, angústia, ansiedade e rejeição. O medo foi o sentimento que mais prevaleceu, mesmo diante a cura da doença”, diz Joclécia. Cefaleia persistente, alterações na pressão arterial, déficit cognitivo, sequelas no sistema respiratório e transtorno do pânico foram sequelas relatadas e mostram que podem ser físicas e mentais.
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